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Estas 5 explicações vão melhorar seu conhecimento sobre a gripe

Todos os anos, especialmente nos períodos mais frios, milhões de pessoas são afetadas pela gripe, uma doença viral contagiosa que ataca diretamente o sistema respiratório.


Segundo informações da How Stuff Woks, estatísticas norte-americanas apontam que todos

 os anos, mais de 200 mil estadunidenses ficam gripados a ponto de precisarem ser hospitalizados. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doença (CDC), cerca de 50 mil pessoas podem morrer em um ano em razão de complicações relacionadas à gripe. Além disso, a doença custa aos EUA mais de 10 bilhões de dólares em despesas médicas ao ano, enquanto que US$16 bilhões em lucros perdidos. A vacinação ainda é a forma mais eficaz de evitar a gripe, embora nem todo mundo procure tomar.
Estar informado também ajuda a prevenir a doença. Sendo assim, abaixo você confere cinco explicações que melhorarão seu conhecimento sobre ela:
1 – A gripe não é tão diferente de um resfriado
A diferença entre gripe e resfriado está no agente transmissor e no fato de que a primeira pode te matar. A gripe é causada por um vírus específico chamado influenza, enquanto o resfriado pode ser desencadeado por uma série de vírus, de acordo com informações da Mundo Estranho.
Tenha em mente que nenhum resfriado lhe deixará de cama, esta então é uma boa maneira de diferenciar as doenças. De acordo com a especialista em biologia Elodie Ghedin, da Universidade de Nova York, as pessoas só adquirem aquela gripe forte uma vez por década. Logo, a maioria dos casos de “gripe” geralmente estão relacionadas a resfriados menores. A gripe pode matar devido à baixa imunidade causada pela infecção, o que potencializa problemas crônicos subjacentes e aumenta o risco da pessoa adquirir novas doenças.
2 – A vacina precisa ser tomada todos os anos
A vacina contra a gripe não é exatamente 100% eficaz, mesmo se tomada regularmente. No entanto, não tomá-la todos os anos coloca você em risco ainda maior de contrair o vírus. Tenha em mente que existem muitos subtipos de gripe, e por isso, a vacina é muito importante para se proteger dos vírus mais novos. O ideal, segundo a Dra. Ghedin, é que os cientistas desenvolvam uma vacina “universal” que ensine o sistema imunológico a reconhecer uma região de uma proteína do vírus que ainda não tenha sofrido mutação. Isso significa que a vacina seria eficaz para todas as espécies de vírus. No entanto os cientistas ainda não tiveram muita sorte com isso, o que faz da vacina anual, a melhor defesa contra a gripe.
3 – Vento frio e úmido não te deixarão gripado
Levar um casaco ou sair com o cabelo molhado no sereno não te deixará gripado. Lembre-se que a doença é causada por um vírus, e sua transmissão ocorre pelo contato com uma pessoa doente, através da tosse, espirro e coriza. É possível que este mito tenha sido disseminado nas épocas mais frias do ano, quando as pessoas tendem a passar mais tempo em ambientes fechados.
4 – A “gripe de estômago” não é causada pelo vírus influenza
Por mais que o vírus influenza possa causar alguns distúrbios gastrointestinais, como diarreia e vômito, ele não é o responsável pela “gripe de estômago”. Enquanto que a gripe comum afeta o sistema respiratório, incluindo pulmões e vias aéreas, a gripe de estômago é um desconforto que afeta o sistema digestivo, podendo ser causado por outros tipos de vírus, bactérias e parasitas.
5 – Antibióticos não curam a gripe 
Até a década de 1970 era comum os médicos receitarem antibióticos para tratar qualquer tipo de infecção – o que é um problema se considerarmos o fato de que as bactérias estão criando resistência a certos medicamentos. As pessoas até chegavam a se sentir melhores, no entanto, conforme explicou o professor de pediatria e medicina Andrew Paiva, da Universidade de Utah, nos EUA, o efeito era o mesmo de receitar placebo para os pacientes. A verdade é que os antibióticos são medicamentos que funcionam apenas contra bactérias e, portanto, não possuem qualquer efeito contra os vírus.

Tampouco os medicamentos antivirais vão te curar. Inibidores de neuraminidase são os únicos antivirais que funcionam hoje em dia. No entanto, eles não podem ajudar quando a pessoa já está apresentando os sintomas. A gripe possui duas proteínas: a hemaglutinina – que ajuda o vírus a entrar na célula – e a neuraminidase. Uma vez que o vírus entra em uma célula ele a “sequestra” e faz cópias de si mesmo dentro dela, essas novas partículas virais vão surgindo e “brotando” para fora da célula, como se fossem gotículas de “óleo”. A neuraminidase então, corta essas partículas soltas e impede que elas infectem outras células.
O papel dos medicamentos inibidores de neuramidase é justamente impedir esse processo. É por isso que o inibidor deve ser aplicado durante o estágio inicial da contaminação, uma vez que o vírus se multiplica rapidamente.   
                                      Foto/Fonte: Reprodução / Jornal Ciência ]

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